sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sport pede anulação

Árbitro validou gol de empate do Palmeiras depois de ter apitado irregularidade no lance
A pretensão do Sport Recife de cancelar os minutos finais do jogo de quarta-feira contra o Palmeiras esbarrou de imediato no presidente do STJD, que rechaçou a ideia. "Anular parte do jogo não existe. Ou se anula tudo ou não se faz nada. Não existe uma anulação parcial. O Código Brasileiro de Justiça Desportiva prevê a anulação apenas quando há erro de direito", afirmou Rubens Approbato, que não quis opinar sobre o caso.

O vice-presidente Jurídico do clube pernambucano, Eduardo Carvalho, confirmou que o Sport irá ingressar no tribunal pedindo apenas a anulação dos 11 minutos finais do jogo disputado no Parque Antarctica e que terminou empatado por 2 a 2. "Não vamos requerer a anulação da partida. Nós queremos que a partida termine naquele momento, pois, a partir daí (do gol de empate), o jogo ficou comprometido", desabafou Carvalho.

A polêmica foi causada pelo árbitro Elmo Alves Resende Cunha, que marcou impedimento no gol de empate do Palmeiras, mas depois voltou atrás. O goleiro Magrão ouviu o apito (escutado por outros jogadores e também por quem estava atrás da goleira) e ficou sem ação diante da conclusão do zagueiro Danilo (na súmula, o juiz deu o gol para Diego Souza). Ao perceber que o seu auxiliar não havia erguido a bandeira e seguia para o centro do campo, o árbitro sentiu que havia errado e validou o gol. Ontem, a CBF decidiu afastar o árbitro goiano, que errou até no tempo do gol: ele anotou 42 minutos, quando foi aos 39.

Após o empate, que rebaixou o Sport para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, os jogadores do time pernambucano pressionaram o árbitro. O goleiro Magrão, que desistiu da jogada ao ouvir o apito, era o mais indignado. Acabou levando cartão amarelo em meio à confusão. "A bola saiu da área e, quando teve o retorno, ele apitou quando o Danilo dominou a bola, antes de chutar. Eu parei, porque eu não sou surdo. Eu ouvi o árbitro apitando", reclamou o goleiro do Sport.

O procurador do tribunal, Paulo Schmitt, admitiu ontem que o jogo pode mesmo ser anulado, mas que depende de um protesto do Sport, que deve fazer isso até amanhã para não perder o prazo. "É difícil dizer se existe erro de direito. Vai depender do que o prejudicado vai apresentar como provas. Não há o pedido do Sport ainda. Compete ao clube prejudicado entrar com pedido de impugnação do jogo. Ele tem de juntar as provas e anexá-las para entrar com pedido de anulação de resultado. Pode entrar com uma imagem de TV, a prova que tiver. E quem julgar, vai avaliar se há ou não erro de direito", explicou Schmitt.

O artigo 259 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (capítulo 5, sobre infrações dos árbitros, auxiliares e delegados) diz que "a partida, prova, ou equivalente, poderá ser anulada se ocorrer, comprovadamente, erro de direito".

C do Povo

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